Nascido em Vendas Novas

no dia 21 de setembro de 1961 pelas 15h 30m

Filho de: Avelino Fernandes pelicho (03-09-1932 / 01-01-2007)

e de: Iréne Maria Firmino (12-06-1935 / 21-04-2007)

Para começar, parece que foi fácil, nasci "sozinho" com a minha mãe. Eu, explico; A minha mãe sentido que o parto estava iminente, pediu ao meu pai para ir buscar o médico. O meu pai lá foi numa bicicleta a pedal, mas no caminho foi mandado parar pela GNR. Claro que o atrasaram.... mas la continuou. Quando o médico chegou a casa já eu estava a chorar por estar de volta a  este mundo. (rir) Ora tudo isto aconteceu exactamente em Vendas Novas, nos Foros dos Infantes, na quinta do Felizardo (creio que a casa já não existe) ao lado havia um moinho de vento

Permaneci em Vendas Novas até aos 4 anos. Em 1965, por motivos profissionais dos meus pais, vou viver para o Montijo, para o antigo bairro do Areias. Dois anos depois, mudamo-nos para Montemor-o-Novo, mas a casa era pequena demais e como não tinha quarto, os meus pais decidiram "enviar-me" para Bombel, onde residiam os meus avós.

E é aqui que inicio os estudos na instrução primária. Em 1968, os meus pais encontraram uma casa maior e voltei a viver com eles, desta vez em Montemor. Ingresso na 2° Classe (com o Prof. Rufino),......e fiz a 4° Classe. Estávamos nessa altura em junho de 1971

A minha juventude como eu digo, começou com uma data triste que foi o falecimento do meu irmão mais velho, a 21-05-1973.

Como fã que eu era dele, passei um pouco mal, e estou-vos a falar dos meus 11 anos de idade. Fatores que marcam uma personalidade. 1976, mais calmo, depois de ter desistido na escola no ano anterior, (guardei porcos durante 2 dias, fui ajudante de mecânico em motorizadas durante 4 meses, entretanto lá convenci a minha mãe a voltar a estudar, e ela aceitou com um grande sorriso que ainda agora me lembro.

1976/77, voltei a escola, fiz o ano sem negativas nenhumas, nem em “pontos” nem em fins de períodos. Assim se passou o 7° ano de escolaridade. No 8° ano, 77/78. as coisas passaram-se de maneira diferente, a 11 de novembro o meu pai tem um grave acidente de viação e a 16 de novembro a minha mãe deu à luz o meu irmão mais novo. Ora eu, senti-me um pouco sozinho, pois passei dias em casa só, por outro lado quando saía, chegava a casa as 8 da manhã e é claro não ia a escola. A minha mãe voltou a casa com o bebé, mas com o coração nas mãos, pois o meu pai viria a passar 54 dias de coma, acomodei-me um pouco e ajudei a tomar conta do meu irmão, enquanto a minha mãe tratava de documentos para construir casa em Bombel. Com tudo isto, 15 dias antes da Páscoa, tinha chumbado o ano por faltas. Cabecinha pensadora que sempre fui, sabia que se pedisse transferência de escola antes da Páscoa, me retirariam as faltas em excesso.

Assim fiz, em Abril de 1978 encontro-me a estudar nos “Antigos Selasianos” em Vendas Novas. Novas amizades, alguns ja conhecidos derivado ao facto de eu ser da terra, e, consegui passar esse ano. 78/79 Voltei a estudar em Montemor onde fiz o 9°ano (por curiosidade nesse ano ja morava em Bombel, pois a minha mãezinha tinha conseguido vender a casa em Montemor e com esse dinheiro construiu no terreno familiar. No ano letivo de 79/80, matriculei-me como externo e fiz Matemática e Geografia do 11°ano. Em 1980 fui para os Para-quedistas na BETP de Tancos. (saí pouco tempo depois)

Em 1981, 1982 e 1983 tive assim uma vida de saltimbanco, quer dizer, ou estava a passear na Europa (a boleia claro).  Ou em Genébra onde fui ajudante de pasteleiro no ano de 1982, ou em Portugal a carregar madeira da Herdade do Espirra para a Portucel. Com tudo isto a minha mãezinha mais uma vez me ofereceu uma enxada, ou seja, pagou-me a carta profissional de pesados com reboque.

Recém-chegado a Portugal, em fevereiro de 1984, o meu primo Quim (que Deus o tenha) perguntou-me se estaria interessado em ser motorista da manutenção do Isidoro. O meu trabalho consistia em conduzir um “jeep” UMM, transportando profissionais – mecânicos, eletricistas, pedreiros, torneiros – para onde fosse necessário.

Um mês antes do contrato terminar, enviei o meu modesto currículo para os transportes Pedrosa. Para minha surpresa, o Sr. Artur Pedrosa aceitou-me como “Motorista”. Nos Transportes Pedrosa, comecei por fazer o serviço da Quimigal Barreiro, que consistia em carregar adubos para o Algarve. Diariamente, passavam pelas minhas mãos 500 sacos de 50Kg, num total de 25 toneladas. Fiz este serviço durante 8 meses, após os quais a empresa me transferiu para o serviço Internacional, atribuindo-me uma velha DAF 2800.

Em 1989, mais um marco: deixei os Transportes Pedrosa, atraído por ofertas mais aliciantes que, infelizmente, não se concretizaram.

Novas Direções e Desafios

Com esta reviravolta, em 1990, encontrei-me a trabalhar como chefe de tráfego na empresa M. F. Duarte. Contudo, ao fim de um ano, separei-me da empresa, que me parecia ter contornos de uma “empresa fantasma”. Além disso, não me sentia bem fechado num escritório com cinco telefones a tocar incessantemente.

Em 1991, ingressei nos Transportes Robalo, a carregar automóveis. Uma das boas recordações desse período foi carregar automóveis antigos em Monte Carlo. Lembro-me vividamente de ter carregado um Bugatti Type 35, cujo seguro ascendia a 1 milhão de dólares.

O Regresso à Suíça e a Paixão pela Condução

Nos finais de 1994, decidi regressar à Suíça. Com o meu currículo, consegui trabalho na primeira empresa que visitei, a Friderici S.A.

A vida profissional, no entanto, nem sempre se alinhava com a pessoal, o que levou a mais um divórcio. Em 2000, tornei-me taxista na cidade de Nyon. Contudo, trabalhar à comissão revelou-se pouco rentável, e essa não foi a escolha acertada

Em 2001, um novo rumo: ingressei nos transportes públicos de Genebra. Comecei por conduzir trolleybus – aqueles autocarros elétricos com linhas aéreas, semelhantes aos que existiam em Coimbra.

Por várias vezes, o meu chefe propôs-me mudar para os tramways (elétricos), mas a minha resposta foi sempre a mesma: se me tiram o volante, já não sei conduzir. A minha paixão é mesmo a condução.

A Travessia da Escuridão e o Despertar

O ano de 2010 marcou um período difícil. A solidão crescente dos últimos quatro anos, agravada pelo falecimento da minha avó, seguido pelo do meu pai e, quatro meses depois, o da minha mãe, abalaram-me profundamente. Para completar o cenário, o meu filho foi viver para Portugal e separei-me da minha cônjuge.

Foi a primeira vez que me senti deprimido ao ponto de parar de trabalhar durante 2 meses. Não entrarei em pormenores sobre como vivi esse período, mas sensivelmente uns dias depois, lembro-me de ligar o computador e procurar no Google: “Como ser feliz”. Creio que foi a partir daí que comecei a sair dessa dita depressão e a iluminar-me.

Para chegar onde cheguei, apliquei-me a fundo. Comecei a ler e ganhei um interesse de tal ordem que li mais de 200 livros, alguns deles de forma consecutiva. Os temas que me cativaram foram Autoconhecimento, Crenças Pessoais, Inteligência Emocional e Evolução Espiritual. Além da leitura, frequentei workshops em Portugal e fiz cursos em Portugal e no Brasil.

Partilhando a Luz: O Propósito do Blog

Criei este blog porque quero compartilhar com vocês os conhecimentos adquiridos nestas áreas. Alguns artigos serão escritos por mim, outros serão pela inteligência artificial. Creio ser meu dever ajudar no que poder. Acredito que somente adquirindo conhecimento, o ser humano vai evoluir e se libertar da escuridão, caminhando para o lado da luz e passando a enxergar certas coisas que, na escuridão, não tinham tomado conhecimento.